Quando a casa muda: conjugalidade, parentalidade e os ciclos da vida
Ministrado por:
Carolina Franzoi CRP: 06/86911
Natasha Mello CRP: 06/117267
sáb, 28 de fev | São Paulo
09h às 18h
R$580,00 (em até 6x)

Data, horário e local
28 de fev de 2026, 09:00 - 18:00
São Paulo, R. Panapoi, 53 - Campo Belo, São Paulo - SP, 04616-030, Brasil
Sobre o curso:
A formação do sistema familiar é um processo complexo que envolve a criação de laços afetivos, união de pessoas e construção de um futuro em conjunto. O ambiente familiar pode favorecer o desenvolvimento e aprendizado de seus membros, a depender da qualidade das relações e enfrentamento das adversidades que a vida impõe. Neste processo se dão as mudanças advindas dos ciclos de vida familiar, e como estes se sobrepõem de maneira própria e única: saída de casa, formação de um novo casal, chegada dos filhos pequenos, filhos adolescentes, amadurecimento e saída destes de casa, cuidado com gerações no estágio tardio de vida.
A chegada de um filho requer uma profunda e intensa transformação na relação do casal, implica inúmeras mudanças e de diferentes naturezas, como: social, emocional, financeira, relacional, profissional, e tantas outras, no entanto uma certeza: nada permanece no lugar de antes.
Uma análise atenciosa das relações conjugais demanda a entrada no terreno mais vulnerável de uma estrutura familiar, muitas vezes, somada a sobrecarga de grandes e novas responsabilidades. Colisões intergeracionais e separações parciais ou incompletas das respectivas famílias de origem, expostas à pressão de modelos culturais e educacionais diferentes, além de formas singulares de planejar e organizar a vida.
Apesar de alguns eventos serem previsíveis e esperados, não significa que eles apresentem transições fáceis, já que o repertório e a forma de lidar de cada família é única. Junto com a parentalidade vem o cansaço, novas demandas e cobranças, papéis e também a ausência de tempo para o casal, que cede espaço para o urgente. Assim, como fica a disponibilidade para o encontro com o outro? A paciência, a renúncia e a generosidade necessária para olhar o parceiro desempenhando mais um papel em sua vida?
Socialmente espera-se que a mulher deseje “ser mãe”, priorize os filhos, seja uma esposa compreensiva e amorosa, além de primorosa no cuidado da casa. Podemos imaginar o conflito dessa mulher ao tentar apropriar-se e validar seus desejos, percepções e necessidades. Nesta lógica é esperado que a mulher protagonize a parentalidade, e o homem dê conta de prover financeiramente esse núcleo familiar. Esta dinâmica tem sido questionada, mostra-se injusta e insatisfatória, desatualizada e até perigosa entre aqueles que a mantêm. Este modelo de papéis irreais e idealizados em relação a parentalidade, não correspondem ou atendem minimamente ao ser como um todo, profissional, social e conjugal da maior parte dos sistemas íntimos na contemporaneidade. Após os primeiros meses, talvez anos em que este casal esteve envolvido com as adaptações, necessidades e o estreitamento de vínculo com o filho pequeno, é chegada a hora de “voltar para fora”, para os projetos adiados ou interrompidos, para as relações distanciadas.
Nesse encontro, temos como objetivo ampliar questões atuais relacionadas a dinâmica de casal e família, pensando o conceito de “Geração Comprimida”, fruto do aumento da longevidade e mudança nos padrões familiares, refletir sobre a formação/ constituição dos vínculos íntimos e dos desafios da parentalidade.
Conteúdo Programático:
• Ciclos de vida Familiar;
• Geração Comprimida;
• Vivências acerca da formação de família e parentalidade;
• Adequação da rotina (divisão de tarefas/ cansaço físico/ privação de sono/ renúncias/ gastos financeiros);
• Desenho e modelo de educação frente a diferentes núcleos familiares de origem;
• Minhas escolhas X demandas da criança;
• E o casal? Demandas/ Ajustes;
• Retorno ao “eu”/ Mulher como protagonista da parentalidade;
