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Quando foi a última vez que alguém estava te escutando de verdade?

Quando foi a última vez que alguém estava te escutando de verdade? (Por que a escuta na terapia é diferente?)

No dia a dia, nem sempre somos realmente ouvidos. Nas relações sociais, é comum que o outro escute já interpretando, julgando, aconselhando ou trazendo a própria experiência. Muitas vezes, a fala é interrompida — ou até acolhida, mas sem profundidade.

E na terapia, por que é diferente?

Na terapia, a escuta é intencional, ética e sem julgamento. É um espaço seguro onde você pode falar livremente, no seu tempo, sem precisar organizar tudo antes ou chegar a uma conclusão.

Gosto de usar a metáfora do novelo de lã: as palavras vão saindo, aos poucos, às vezes confusas, às vezes emboladas. O terapeuta acompanha esse desenrolar com atenção, ajudando a organizar, contextualizar e nomear aquilo que foi dito — e também o que foi sentido. Esse processo gera algo muito importante: compreensão e validação. O alívio que surge não é, necessariamente, para “resolver” tudo naquele momento, mas para ser escutado, reconhecido e ter sentido no que se sente.

E você, está sendo escutado de verdade?


Você sabia que o cuidado não termina quando a sessão acaba?

A terapia vai muito além do horário do atendimento. Ela continua nos momentos em que o psicólogo reflete sobre o que foi vivido na sessão, se preocupa com os acontecimentos importantes da sua vida e pensa em como te acompanhar da melhor forma possível.

Ela está também nos estudos que ele realiza quando surge a necessidade de aprofundar uma temática específica, nas leituras, nas supervisões e nas reflexões clínicas que ajudam a qualificar ainda mais o cuidado.


Na prática com crianças e adolescentes, isso se torna ainda mais evidente: o psicólogo elabora atividades, adapta materiais e planeja intervenções que façam sentido para cada paciente, respeitando sua fase de desenvolvimento e suas necessidades.

Além disso, há o registro ético das principais informações da sessão e a elaboração de documentos quando solicitados, garantindo continuidade, organização e responsabilidade no processo terapêutico.

Ou seja, você, paciente, está mais presente na vida do seu psicólogo do que imagina.

Enquanto muitas vezes você pensa no que levar para a próxima sessão, o psicólogo pensa em como se preparar melhor para caminhar com você nos seus processos, porque cuidar não acontece só durante a sessão. O cuidado segue, mesmo fora consultório ❤️

 
 
 

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